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Visita a Inhotim

 

  Durante a visitação a Inhotim, no dia 28 de setembro, meu grupo optou por analisar a galeria da Valeska Soares, "Folly". O espaço fica mais afastado e escondido das rotas principais e ao se aproximar dele, a primeira impressão que surge é a de uma construção de pequenas dimensões, remetendo a um chalé, e que não será capaz de causar tanto impacto quanto as outras edificações presentes em Inhotim. 

   Entretanto, essa primeira impressão é totalmente desconstruída ao entrar na galeria. Com pouca luz e inúmeros espelhos dispostos ao longo do espaço em diferentes ângulos, tudo presente no local é refletido em diferentes difereções e cria-se o efeito de uma dimensão muito maior. 

   Mas a atração principal na galeria é, na verdade, um grande telão onde é transmitido o vídeo em looping de uma mulher dançando com dois homens que constantemente desaparecem das cenas ao som de "The Look of Love" (Burt Bacharach, de Casino Royale), que traz uma significação ainda maior para o que ocorre. Os homens são translúcidos e nunca se encontram de fato com a mulher, apesar de ser perceptível a conexão entre eles. Nessa atmosfera, não é só hipnotizante ficar observando a dança no telão, esperando que os dançarinos finalmente se encontrem, mas também somos de certa maneira convidados a interagir com a obra e dançar junto com eles e nossos próprios reflexos. Desse modo, afirmo com afinco que  a experiência nessa galeria foi uma das minhas favoritas, já que ela superou todas minhas expectativas antes de entrar no espaço.





   Por fim, nós visitamos a Galeria Cosmococa, a Galeria Cildo Meireles, a Galeria da Yayoi Kusama e a Galeria do Lago. Todas elas eram profundamente interessantes, trazendo realmente uma completa imersão nos espaços de maneiras muito variadas que provocavam diferentes reações.


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         Olá!     Meu nome é Sophya Castro, eu tenho 18 anos e sou da capital de São Paulo. Em agosto de 2023 eu me mudei para Belo Horizonte para ingressar na faculdade. Eu decidi optar pelo curso de arquitetura, porque eu sempre desejei uma carreira que me possibilitasse criar ou trabalhar com algo que fosse funcional para sociedade, mas que também pudesse transcender esse aspecto.     No caso da arquitetura, ela permite que o arquiteto projete edificações que terão alguma função prática na sociedade, ao mesmo tempo que se expande para o campo da arte e beleza. De fato, acredito que a arquitetura é a junção do que há de melhor nesses dois campos e tenho certeza que será profundamente gratificante poder trabalhar com essas duas áreas simultaneamente.  

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