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Impactos pessoais sobre "Filosofia da Caixa Preta"

 

   No livro "Filosofia da caixa preta" escrita pelo filósofo Vilém Flusser é possível notar a breve retomada histórica que o autor faz do início da criação de imagens como uma forma de representar o mundo, ao passo de que, a partir do momento em que essas imagens passam a ser enxergadas como uma extensão dele sem observar suas nuances e significação simbólica, surge uma idolatria. Nesse contexto aparece a escrita que vai buscar explicar e indicar as motivações da criação da imagem. Não obstante, isso também vai promover uma textolatria, uma vez que o foco fica somente na conceituação de tudo. Essa conjuntura, portanto, propricia a conveniência do surgimento da fotografia. 

   Nesse sentido, é na maneira como as máquinas fotográficas são usadas e como as fotografias são entendidas no contexto atual que se concentra o tema central do livro e é também o que me causa mais impacto na obra. Sendo assim, observa-se atualmente a banalização da foto  e desse fato surge inúmeras consequências problemáticas. 

   Primeiramente, uma boa fotografia é aquela que permite que o visualizador reflita sobre ela e busque interpretá-la, entretanto a sociedade se esqueceu da importância de ter uma intenção por trás de uma foto. A consequência disso é que somos constantemente bombardeados por enormes quantidades  delas, gerando a queda do valor da imagem, que muitas vezes fica perdida na extensa galeria armazenada nos aparelhos, pondo fim a conexão de um individuo com uma foto tirada por ele ou  observada por ele. Ocorre,pois, a prevalência da impessoalidade e o fim também da subjetividade, pois o fotógrafo, bem como a máquina, possuem o poder de distorcer a informação passada por uma foto e manipular os receptores. Tal fato é aproveitado pela indústria fotográfica a fim de promover uma homogeneização no comportamento dos observadores que garanta a nutrição e  desenvolvimento dessa indústria. Sendo assim, o observador não usa mais seu senso crítico  e apenas visualiza a fotografia  de forma passiva e o fotógrafo perde seu valor como profissional e se torna apenas um instrumento nesse ciclo. 

   Por fim, como levantado por Flusser, fica a pergunta: nós dominamos a fotografia e a máquina ou elas  nos dominam?


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         Olá!     Meu nome é Sophya Castro, eu tenho 18 anos e sou da capital de São Paulo. Em agosto de 2023 eu me mudei para Belo Horizonte para ingressar na faculdade. Eu decidi optar pelo curso de arquitetura, porque eu sempre desejei uma carreira que me possibilitasse criar ou trabalhar com algo que fosse funcional para sociedade, mas que também pudesse transcender esse aspecto.     No caso da arquitetura, ela permite que o arquiteto projete edificações que terão alguma função prática na sociedade, ao mesmo tempo que se expande para o campo da arte e beleza. De fato, acredito que a arquitetura é a junção do que há de melhor nesses dois campos e tenho certeza que será profundamente gratificante poder trabalhar com essas duas áreas simultaneamente.  

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