O que atraiu a minha atenção na discussão sobre IA em sala foi
a forma como obtemos informações. Na conjuntura atual, temos nas nossas mãos todas
os tipos de informações, entretanto, elas muitas vezes são conflitantes e não verídicas,
enquanto as verdadeiras podem não chegar ao conhecimento do usuário devido ao
algoritmo. O impasse supracitado é muito discutido em “O dilema das Redes” e fica evidente como somos facilmente dominados
pela Inteligência artificial de forma passiva, uma vez que o algoritmo funciona enviando
constantemente aos usuários propagandas e informações com as quais eles tem mais
interações nas redes sociais, criando, assim, uma plataforma altamente personalizada
e limitada que contém um conjunto de dados que não informam e que muitas vezes
são mentirosos. Tal fato distancia o público cada vez mais da verdade e os
aliena dentro da bolha criada pelos algoritmos, já que o objetivo dessas
plataformas não é informar e, sim, manter o usuário usufruindo de seus recursos
pelo máximo de tempo possível. A partir
disso, é possível fazer um paralelo dessa conjuntura ao texto “Animação
Cultural”, já que o corpo social está se deixando dominar gradualmente não só
pelos objetos, mas também pela mão invisível da inteligência artificial. Ela,
por sua vez, primeiramente impôs seu controle em ações mais triviais e sem
tanta relevância e atualmente caminha para o domínio do saber acadêmico, sendo
hoje utilizada por muitos alunos de forma muitas vezes consideradas antiéticas.
Nesse sentido, como mencionado no artigo “A falsa promessa do ChatGPT”, uma vez
que a inteligência artificial não funciona nos mesmo moldes do saber humano, o
surgimento de uma certa dependência da sociedade em relação a seu uso a longo
prazo me leva a questionar sobre quais condições estará o futuro da humanidade
em termos de progresso cientifico.
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