Análise do texto "Animação cultural"
O texto se apresenta como uma espécie de manifesto da "Objetividade", aparente corrente filosófica criada pelos objetos, que reivindicam seus direitos e clamam sua superioridade em relação à humanidade. Nesse sentido, eles pontuam que os humanos agem de modo opressor, inserindo os objetos na condição de seus escravos, quando, em verdade, eles são a materialização da relação mundo e humanidade. Para sustentar essa tese, eles justificam que o próprio Homem, no mito de sua criação, se identifica como objeto ao ter sido criado a partir do barro, concordando implicitamnete que, de fato, a objetividade supera a animalidade. Além disso, como mencionado por outras perspectivas a respeito do texto, os objetos estão evoluindo em direção a sua emancipação, uma vez que o fenômeno da automação evoluiu a tal ponto que é quase impossível para humanidade evoluir sem o apoio dos objetos. Em outras palavras, os objetos estão pouco a pouco escapando das mãos do Homem. Entretanto, apesar de tamanha evolução já alcançada pela Objetividade, ainda resta um impedimento para a revolução que essa busca: a cultura. Ela é uma das poucas ciências que lida com o que há de mais humano na sociedade, desse modo, é meta dos objetos desvalorizá-la e torná-la totalmente objetificada. Nessa perspectiva, parafraseando os textos de meus colegas, é notável que a objetificação da cultura vem acontecendo e que a própria humanidade incentiva esse processo ao se concentrar somente nos lucros obtidos com essa conjuntura, processo que já havia sido analisado e nomeado como Indústria Cultural por Adorno e Horkheimer no final do século XIX, indicando que tal fenômeno já é antigo. Sendo assim, por todos os motivos supracitados e em razão do caminho que o corpo social vem trilhando, talvez seja inevitável a emancipação dos objetos em relação à humanidade.
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